As queixas do costume

É muito comum ouvir pessoas usarem desculpas, por vezes  mal fundamentadas, para justificarem o  uso de software comercial em detrimento de alternativas open source.

Não há suporte técnico.

Não é realmente verdade. Dependendo dos projectos, há geralmente uma forte comunidade sempre pronta a ajudar, quer em termos de implementação, quer na resolução de problemas e bugs. Pela minha experiência, são muitas vezes os próprios programadores a responder a dúvidas e problemas, afinal de contas a eles também lhes interessa corrigir possíveis erros. Para além disso, para os mais inseguros ou para empresas, tal como no ambiente proprietário, existem inúmeras empresas especializadas que disponibilizam serviços de consultadoria, suporte técnico e formação.

Não faz o que eu preciso.

Bem, isso até pode ser verdade para uma ou outra funcionalidade, mas faz-me logo lembrar a música dos Rolling Stones cuja letra diz “You can’t always get what you want, But if you try sometimes, yeah, You just might find you get what you need!” (tradução livre: “Podes não conseguir sempre o que queres, mas se tentares, podes muito bem descobrir que terás o que precisas!” ). Pelo menos no que toca ao SIG, a maioria das ferramentas essenciais estão disponíveis, trata-se de uma questão de se pesquisar e de se perguntar. Em caso de funções mais específicas, como não há custos com licenças, se determinado software não fizer exactamente o que se pretende, é muito fácil recorrer-se a outros igualmente livres para resolver o problema. Como o software open source, por norma, respeita formatos standart para dados espaciais, não há sequer necessidade de recorrer à conversão dos dados, uma vez que falam todos a mesma linguagem. Por fim, para empresas, há ainda a possibilidade de contratar um programador que colmate as falhas identificadas.

“Não me consigo habituar, é mais difícil.”

Ninguém disse que a conquista da liberdade é fácil, mas tratar-se mais de uma questão de hábito, do que propriamente de dificuldade de utilização. Durante anos somos instigados a usar certas e determinadas ferramentas, quer porque nas faculdades é o que ensinam, quer porque é relativamente fácil “arranjar” uma cópia”, ou porque são tidas como sendo as mais profissionais. Depois “afeiçoamo-nos” a elas e sentimo-nos desconfortáveis na sua ausência (um pouco como a droga :-P). Para ajudar a transição existem sempre manuais, cursos, e tutoriais, muitos deles português.

“Não é seguro.”

É por vezes feita alguma campanha no sentido de relacionar o open source com potenciais riscos para os computadores (já o vi numa novela portuguesa…). Diz-se que podem, por exemplo, conter virus, malware ou spyware. Tendo em conta que o código é aberto, todas as operações executadas pelo programa estão visíveis a todos (com olhos experientes, claro), e qualquer alteração ao código sofre um forte escrutínio por parte dos restantes programadores. Qualquer tentativa, mal intencionada, de incluir operações maliciosas, é rapidamente bloqueada.

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